segunda-feira, agosto 20, 2007

sonha...

sonha luz
com ternos poemas
sonhos perfumados
navios de papel
poetas enfeitiçados
teatrinhos de cordel

sonha ...
com poetas e fadas
guardadores de sonhos
anjos e cupídos
amores profundos
palhaços e risos

sonha....
com príncipes e fadas
guardadores de sonhos
duendes e ogres
com aventureiros
e aventuras sem fim

sonha...
com a estrela lá do alto
lembrança deixada por mim
para te lembrar que és luz
de um poema assim....
nana bem

Penso em ti... poema vida

penso em ti
quando olho o vazio
a saudade aperta
e o sonho não vem

penso em ti
fugindo ao silencio
porque em ti
há uma melodia

penso em ti
no sopro do vento
porque sei que ao vento
embalas o dia

penso em ti
no calor da alma
porque sei que a calma
vem do teu olhar

penso em ti
nas ruas da cidade
na saudade de um encontro
na esperança de um café

penso em ti
num roer de unhas
num olhar tão cumplice
que desafia o tempo

penso em ti
quando as palavras vem
o sonho se solta
eu vou mais além

penso em ti
quando venço o tempo
e escrevo um poema
num lugar qualquer

penso em ti
quando derroto as dores
e o teu exemplo
me leva a erguer

penso em ti
como se não houvesse medo
só sorrisos
e os teus olhos fossem a chave dos paraisos

penso em ti
porque sei sonhas
porque sei que sentes
porque sei que es

e sei ..
que pelo teu sorrir...
pelo teu sonhar...
pelos sonhos de ir
pelo teu olhar

pela tua força
pelos sentimentos
ao sabor dos ventos
que embalam teus cabelos

há uma união
há uma partilha
há um sonho que nasce
em cada poema

e sei que tu me entendes
mesmo quando escondo
e sei que me encontras
mesmo quando me perco

e sei ...
que não importa os medos
não importa as dores
nem os desamores
tu vais ser feliz

senhora da luz
musa dos poemas
menina mulher
dona desse olhar


que é poesia
que vence o meu dia
que me faz sonhar
e esquecer a insonia

dona desse sorriso
flor do paraiso
estrela do céu
meu doce guia

luz para quem canto até ser dia
só para te dizer
que venha o que vier
estou contigo


poema vida

Sinto


"Sinto logo sou"



soren Kierkergaard

Soren Kierkergaard... simplesmente o meu filósofo favorito




"Ousar é perder o equilibrio momentaneamente. Não ousar é perder-se"
Soren kierkergaard





terça-feira, agosto 14, 2007

2 horas e 49 minutos

são duas horas e quarenta e nove minutos, bem duas horas e cinquenta minutos, estou acordado, o único acordado... previlégio de quem está de férias e pode tentar reencontrar-se na noite... sair com a, b, ou c...ver este ou aquele amigo e agir como se não houvesse tempo, como se não tivessemos idade, como se não houvesse silencio..
como se sonhar fosse um esperar por algo que ira acontecer e em todos nós, nos nossos corações houvesse um espaço a ser preenchido por aquele AMOR que se quer derradeiro, como se saisse de um conto de fadas, de um planeta de estrelas, de uma aventura repleta de poetas, guerreiros e dragões..
Como se um dia como por artes mágicas, ou por esforço conquistado, tudo o que fizemos de bom aos outros, tudo o que construimos, tudo o que suportamos, todas as dores.... tivessem realmente sentido no amor desse alguem, derradeira vitória do sonho.
Como se não houvesse afinal um silencio que as vezes nos liberta, mas muitas vezes nos enclausura e por isso apesar de tudo o resto um coração apartado que cansado que está apenas gostava de não ser, para não ter de fingir, para não ter de se erguer...
Sabem o que doi mesmo... a maior dor é saber que por mais que se ame y esse y nunca nos ira amar, façamos o que façamos, lutemos o que lutemos, sonhemos o que sonhemos... não porque y não nos dé valor, não porque não mereçamos, mas porque as vezes o destino tem linhas cruzadas que por mais que tentemos só se tocam no plano da amizade, por mais que estejamos lá, por mais que nos demos, por mais que em nós haja partilha, vida, essencia comum, por mais que y seja tão só o nosso horizonte, o nosso principio e o nosso fim....
pior que isso a maior dor é saber que por mais que nos ergamos, que voltemos a edificar outros sonhos, por mais que nos atrevamos, há qualquer coisa em nós que nos falta e que só sabemos dar a y, qualquer coisa sem a qual nos sentimos amputados de nós e que deliciosmamente ainda que por segundos recuperamos no contacto com os seus olhos, no toque da sua mão.
Racionalmente, para não ficarmos refens de nós mesmos o melhor era amputarmos essa parte... fazer-lhe o luto, guarda-la num cofre sem chave, queima-la nas cinzas da saudade e dos augures... mas a razão não tem nada a haver com isto, a razão não se mete nestas linhas, não é a razão que comanda, não há nada de preservação... joga-se... perde-se... amasse....vivesse.... ou não e ponto.
Ninguem pensa que y está acima do que podemos alcançar, que é a pessoa errada, ninguem endurece suficientemente a carapaça que o protege das dores, ninguem é suficientemente ermita....
Era bom que o fossemos... ou melhor era bom que houvesse uma tarefa qualquer, um caminho visivel ou invisivel, uma prova que tivessemos de superar para conquistar Y , como cavaleiros num duelo nos filmes de capa e espada, como na lenda da rosa e do rouxinol... mas não, não há nada a fazer, nada além de seguirmos o nosso rumo, esperar novas sortes... nada além de mergulhar numa solidão que se estivermos atentos, cada vez mais se revela colectiva e é visivel nos olhos de quem sai a noite, como se não houvesse tempo, como se não houvesse dia, como se as férias fossem a vida...
mas há tempo... os minutos escapam e com eles passam as horas.... são agora 3 e 35 da manhã....
só a falta de sono permanece, so o vazio permanece... mesmo após este texto....
Mas também só escrevi isto porque não conseguia dormir sem explodir.... porque me cansei de dizer aos outros, ainda hoje o fiz três vezes, com três pessoas... que estou bem...
porque estou demasiado cansado de me inventar buscador de luzes quando sei que a verdadeira luz nada tem a haver com elas... porque não tenho outra alternativa senão faze-lo.....
porque preciso de enfrentar isto para não me enganar e não enganar ninguem...
e faço-o aqui porque sei que como eu há tantas e tantas pessoas, com o mesmo desamor, com a mesma incapacidade de mostrar a y o que sentem, por saber que o que escrevi ... que este vazio, assumir este vazio é e pode ser ser sempre um recomeço...
porque tenho, temos de aranjar forças e pensar em novas esperanças
porque amanha é um novo dia.

boa madrugada

sexta-feira, agosto 10, 2007

a ti

decidi-me a escrever-te
porque me apeteceu
porque as saudades foram muitas
porque a poesia pedia
porque me pediste
porque sem vir cá não era
e o dia não seria
um sorriso alegre
o teu sorriso alegre
e a vida não teria
a cor e a harmonia
que tem quando te leio
quando sei que tu me lés
e nos sentimos próximos
como se não houvesse tempo
como se a distancia fosse nula..
como se não houvessem dores,
como se o mar ,
os ventos, e as chuvas
meus e teus ...
me trouxessem novas de ti,
só por tocarem o teu rosto
só por se dissolverem
no teu sorriso,
so por beberes
das suas fontes...

decidi escrever-te
precisamente
porque preciso
da te saber alegre
de te fazer sorrir
de te imaginar a rir
quando me leres...
e então sei que com este email
receberas um beijo meu,
como se não houvesse tempo...
beijo
mágico
meigo
amigo,
irmão,
terno,
denso
meu.

para ti
por estares ai
por estares aqui
por seres tão...
doce...
terna...
tu

sexta-feira, agosto 03, 2007

Cavaleiros andantes

Dom Quixote de la Mancha - por Salvador Dali




Cavaleiro Andante


Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras
Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe
Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou
Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua
Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz
Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau


Rui Veloso - in albuns: O Melhor de Rui Veloso - 20 anos depois (2000); Rui Veloso (1986); Rui Veloso ao Vivo (1988) e O Concerto Acústico: nunca me esqueci de ti (2003)



Porque as vezes o sonho mora, nas reentrancias da vida e a alma se agiganta, numa esperança que muitas vezes parece perdida sem o estar.
Porque todos nós temos um pouco de fadas e principes e mesmo que o neguemos sonhamos com aventuras, bruxas e dragões ....
Porque em nós há muito de poetas, de guerreiros, muito de busca.. e todos nós temos um pouco de Dom Quixote, de Quasimodo de joana D´ Arc ou de Ivanhoe e agimos com lealdade, honra e de sentimentos a flor da pele....
Presto aqui uma singela homenagem a todos os que mantém na vida essa faceta de cavaleiros andantes, conjugação perfeita de sonho e de ser, de poesia e amor , honra e devir, na esperança de que em todas as batalhas mantenham viva a luz do sonho.
BOM FIM DE SEMANA

quarta-feira, agosto 01, 2007

para ti... na hora do lusco-fusco

Pelo sorriso,
pelo despertar
Porque é preciso
Que haja luz no teu olhar

Porque às vezes
Parece que tudo é errado
Que os caminhos são cortados
E os sonhos encobertos

E a vida dói-nos
Dentro do coração
Como se sonhar
Fosse morrer aos poucos

Há que recordar
Que após a tempestade há a acalmia
E depois da noite escura
virá sempre um novo dia

Para que poesia
Dos teus olhos
Se inunde de sonho
Na hora do lusco-fusco

E este poeta
Tenha razão de existir
Escrevo-te este poema
Só para te fazer rir

Para que sejam quais forem
Os rumos da vida
Mantenhas acesa a esperança
De que dor dará lugar à felicidade

E saibas que sejam quais forem
Os ventos que soprarem
Arrasem o que arrasarem
Serão ventos de mudança

Porque aconteça o que acontecer
Haja o que houver
Dor ou alegria
Sonho ou cansaço

Por maior que seja o embaraço
em ti há sonho, em ti há luz
por isso faz com que em ti
more a alegria

Por teres esse sorriso
Por seres poema
Por seres luz acesa
Ou agora o meu tema

Voa como ave
Que os céus são teus
E em ti mora a luz
Que afasta os breus

Por isso esquece as mágoas
E as tristezas
Por isso esquece os medos
E as feridas

Com o tempo as cicatrizes
Serão medalhas
E a vitória é sempre
uma conquista

Porque o futuro é teu
Por sonho conquistado
E o amanha trará com ele
Como cavaleiro andante

Muito amor
Muita Amizade
Muita paz
Sonho e fantasia

..... Acredita em ti

domingo, julho 29, 2007

3 olhares sobre o vazio... talvez porque me sinto assim...

A cidade não é a solidão porque a cidade aniquila tudo o que povoa a solidão. A cidade é o vazio


La Rochelle , Pierre


O vaso dá uma forma ao vazio e a música ao silêncio
Braque , Georges


O vazio é a dor que nos amordaça os sonhos

eu .

sexta-feira, julho 13, 2007

Poesia zero


"a poesia é um sonho que morre no papel"


pedro

sábado, julho 07, 2007

o amor é ... simplesmente um comentário que se tornou post

o amor é esse nada que é... tudo
esse tudo que é nada...
a vida a correr-nos nas veias...
um troar qualquer de coração....
qualquer coisa que se perdeu
para que nos encontrassemos...
qualquer coisa qua achamos
sem a qual não seriamos...
o amor é prosa...
poesia......
uma aventura...
um pôr do sol......
um chocolate...
o teu sorriso.....

tudo

sábado, junho 30, 2007

A essência da poesia

... um magnifico texto de Pablo Neruda

"Não aprendi nos livros qualquer receita para a composição de um poema; e não deixarei impresso, por meu turno, nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria. Se narrei neste discurso alguns sucessos do passado, se revivi um nunca esquecido relato nesta ocasião e neste lugar tão diferentes do sucedido, é porque durante a minha vida encontrei sempre em alguma parte a asseveração necessária, a fórmula que me aguardava, não para se endurecer nas minhas palavras, mas para me explicar a mim próprio. Encontrei, naquela longa jornada, as doses necessárias para a formação do poema. Ali me foram dadas as contribuições da terra e da alma. E penso que a poesia é uma acção passageira ou solene em que entram em doses medidas a solidão e solidariedade, o sentimento e a acção, a intimidade da própria pessoa, a intimidade do homem e a revelação secreta da Natureza. E penso com não menor fé que tudo se apoia - o homem e a sua sombra, o homem e a sua atitude, o homem e a sua poesia - numa comunidade cada vez mais extensa, num exercício que integrará para sempre em nós a realidade e os sonhos, pois assim os une e confunde.
E digo igualmente que não sei, depois de tantos anos, se aquelas lições que recebi ao cruzar um rio vertiginoso, ao dançar em torno do crânio de uma vaca, ao banhar os pés na água purificadora das mais elevadas regiões, digo que não sei se aquilo saía de mim mesmo para se comunicar depois a muitos outros seres ou era a mensagem que os outros homens me enviavam como exigência ou embrazamento. Não sei se aquilo o vivi ou escrevi, não sei se foram verdade ou poesia, transição ou eternidade, os versos que experimentei naquele momento, as experiências que cantei mais tarde. De tudo aquilo, amigos, surge um ensinamento que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos conduzem ao mesmo ponto: à comunicação do que somos. E é necessário atravessar a solidão e aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico em que podemos dançar com hesitação ou cantar com melancolia, mas nessa dança ou nessa canção acham-se consumados os mais antigos ritos da consciência; da consciência de serem homens e de acreditarem num destino comum. "
Pablo Neruda, in 'Nasci para Nascer' (Discurso na entrega do Prémio Nobel)
... para quem ama a poeisa... o sonho... a vida

segunda-feira, junho 25, 2007

(des)encontros


"Não há, portanto, razão nenhuma para censurar aos romances o seu fascínio pelos misteriosos cruzamentos dos acasos, mas há boas razões para censurar o homem por ser cego a esses acasos na sua vida quotidiana, e assim privar a vida da sua dimensão de beleza"


Milan Kundera

quinta-feira, junho 21, 2007

verão

Hoje começa o verão...
renovam-se os sonhos na promessa de calor...
descobre-se um novo alento no renovar dos raios de sol sobre a pele...
sorriem as almas como se repletas de luz....
os pés descobertos atrevem-se a cruzar a areia como se fosse a primeira vez, como dois adolescentes num primeiro encontro...
o corpo esse entrega-se ao mar como se a ele sempre tivesse pertencido e dessa entrega, a cada entrega, a cada mergulho parece haver sempre algo que renasce de novo, um pedacinho de alma que sai mais lavada... mais leve.
espero que este ano seja o vosso verão...
espero que este seja o meu verão.

sonhem sempre

sábado, junho 16, 2007

mudar de ares para mudar de vida







Pois é decidi mudar o aspecto do blog... estava a ficar demasiado deprimente e claustrofóbico.



Quer-se alegria... quer-se felicidade... quer-se amor concretizado... gestos... abraços... beijos... sonho.



Chega de tristezas, chega de lamentos..



temos de agarrar-nos ao mundo com a mesma garra, com que as gaivotas desta foto que tirei na suiça, ousam desafiar os ventos e os 3 graus de temperatura para pescar.



gosto de voces..



sonhem sempre

segunda-feira, junho 11, 2007

Para a Margarida Cardeal

"A tristeza é a manifestação mais bela da poesia".

margarida cardeal

ha coisas na vida que ultrapassam a nossa finitude
ocasos que de repente ou não se tornam reais...
uma essencia qualquer que se revela sem pressas sem medos..
uma vontade de ir que ao mesmo tempo nos retem... nos prende aqui.
qualquer coisa de insplicavel que no momento certo nos dira levanta-te e sé..
tem esperança.

escolhi esta citação e assim esta homenagem pois num dos topicos anteriores descobri uma mensagem a pedir-me para ver um post de maio de 2006... disse esse alguem que me tinha deixado uma mensagem lá ...
qual não foi o meu espanto quando no post dedicado à peça azul a cores descobri uma mensagem daquela que é para mim a minha actriz portuguesa favorita... exacto a Margarida Cardeal.
eu sei que num dos posts anteriores, sobre os seis graus, tinha falado da possibilidade de conhecermos qualquer pessoa no mundo mas prova-lo assim... ter a visita da margarida neste espaço é algo que revigora, que dá ao próprio espaço mais um pedacinho de brilho.
Por isso a ti Margarida queria agradecer-te pela mensagem que deixaste e dizer-te que te considero uma actriz fora de série e que admiro muito a capacidade que tens de ser tão versatil nos papeis que fazes quer na tv quer no teatro.
nunca esquecerei a garra e o sentimento que revelaste na peça azul a cores, que vi quando vieste a leiria, nem o quanto... mesmo para mim um aprendiz de actor... conseguiste elevar o palco a dimensão do sonho.
a todos os outros que me leem quero agradecer por comentário após comentário, partilha após partilha dartem sentido a este espaço.
bem ajam

sábado, junho 09, 2007

meme

Pois é recebi um meme atribuido pela sophie.
não estou certo de estar a altura deste prémio até porque escrevo apenas porque não consigo calar e nos ultimos tempos até esse dom já é incerto..
de qualquer forma aceito-o agradecendo desde ja a todos voces que me leem pelo facto de tornarem este blog um cantinho de sonho .
quanto as pessoas que nomeio e porque esta comunidade de partilha as vezes corre nos mesmos rios :-)
nomeio a sophie, a lisa, e a sabine do insustentaveleveza.
Espero que todos juntos possamos continuar a derramar-nos em palavras
já agora aproveito também este espaço de confidencias para homenagear a grande carla.. madrinha deste espaço sem o qual a sua existencia não era de todo possivel.
carla ... o mundo dos blogs precisa do teu brilho...
estas cá dentro a cada linha que escrevo.
bem ajam a todos

quinta-feira, junho 07, 2007

QUASE

Luis Fernando Veríssimo, um cronista brasileiro, escreveu este texto magnífico:

“Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no Outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

sexta-feira, junho 01, 2007

Dia Mundial da Criança


Que todos nós possamos manter viva a criança que mora nas nossas almas

sexta-feira, maio 25, 2007

Este ano ...estou a formatar-me:

Este ano ...estou a formatar-me:

- deixei ir a pessoa que pensava amar, depois de três anos sem conseguir que ela acreditasse.
- a pessoa que me amava sem que eu conseguisse ama-la seguiu o seu rumo.
-percebi que este vazio se alonga minuto a minuto na cadência de um relogio em que o tempo se perde.
- percebi que as vezes a palavra amor e medo se cruzam nas linhas do percurso.
- descobri que a inocencia não é boa quando derivada da inexperiencia e que as vezes deveriamos ter falhado mil vezes antes desta para que esta não falhasse.
- descobri que as vezes resistir é perder e desistir tomar novos caminhos.
- percebi que as vezes rendermos-nos é vencer...e que há jogos em que se perde sempre.
-descobri que as vezes não confessar o nosso amor não é cobardia mas afinco.
- percebi que o silencio as vezes é diálogo e que há diálogos que se tem em silencio.
- percebi o valor do tempo que passamos com os amigos e que as vezes há amigos que se perdem com o tempo.
-descobri que as vezes é tão importante dizer a alguém para ficar como é deixa-la ir...
- percebi que o sabor da lágrima é ou pode ser tão importante como o sabor do beijo.. e que nas lágrimas vamos morrendo pouco a pouco.
- percebi que estar só as vezes é estar vazio... sobretudo quando já se aprendeu o valor do beijo, o valor do abraço, o valor do corpo e o quão bom seria ter permanecido na ingenuidade.
- descobri que a poesia é irmos-nos derramando letra a letra e que crescer é o formatar a linha dos sonhos, num volte-face da imaginação...
só espero descobrir que ficou algo de mim além de tudo isto..
algo do nada que ainda sou...