sexta-feira, outubro 26, 2007

Dois anos 26-10-2005 a 26-10-2007

Dois anos... 173 posts, milhares de partilhas, milhares de entregas... uma luta talvez não assumida, mas sentida, para nos prendermos neste lusco fusco que é a vida e nos atrevermos a sonhar o infinito.
Foram tempos bons e menos bons, mas mesmo nos menos bons este espaço foi graças a voces que me leem conforto para as minhas asas feridas,.
Já nos bons... voces, a partilha que fizemos, foram o céu em que planei sem medos.
Por várias ocasiões assumi o fim da poesia, o fim do canto... o fim do sonho... e de facto o sonho acabou nessas vezes, mas mesmo aí dor que a vida trouxe soube ser sarada pelo vosso brilho e converteu-se num marco, as vezes num legado, e apesar de continuar a dilacerar o peito e a alma é um legado, algo especial que vou superar.

Impõe-se pois o regresso à poesia...
porque existem sempre palavras que ficaram por dizer

Quero voar contigo.
Diz-me que consigo.
Quero abrir os braços e planar.
Sabes é que há algo de ti no vento.
Qualquer coisa de teu no luar.
Parece que estás comigo.
em qualquer lugar.
trago-te no meu pensamento
como um tesouro .
Um legado .
Anjo nosso
Um poema que não quero
parar de escrever.
E estas tão presente
como se olhasse o infinito
e te visse a passar.
Como se sentisse o teu sorrir.
Como se fosse iluminado
pelo teu olhar.
É que há coisas que nos transcendem.
coisas por explicar.
Como um sopro de vento
que chega sem se anunciar.
Como uma estrela que nasce
e que ontem não estava nos céus.
uma canção que surge do nada.
Com as palavras que precisamos escutar.
Sabes é que hoje os raios de sol
fizeram-me lembrar dos teus cabelos ...
a pairar na brisa.
E o cantar dos pássaros...
trouxe o teu sorrir.
Sabes é que hoje...
senti-me a superar.
e senti-te no palco comigo.
Quando tive medo
e fiquei tão solto
como se fosse luz.
E sei e sei e sei
que estás connosco .
E sei e sei e sei
que estas feliz .
E sei e sei e sei
que es madrugada,
uma flor na estrada.
Uma ave real.
um poema que surge do nada ,
o mais belo por do sol.
e sei e sei e sei
que vou estar contigo.
e sei e sei e sei
que estas a sorrir
e sei e sei e sei
que lés este grito.
Poema alado
que estive escrever
longe do silêncio.
Só para sorrir.
Só para te cantar.
Luz que brota em mim.
lembrança desse olhar...
que é fogo e vaga
acaso real...
sonho de um anjo
para te ter comigo
até ao nosso encontro
talvez porque tu
tu sim... e és sopro do vento

domingo, outubro 21, 2007

prémio Blog escrito com amor


pois é a silvia decidiu-me atribuir este prémio.
pessoalmente considero que ele não me pertence a mim mas a vocés, leitores e amigos que me inspiram com as vossas histórias e os vossos sonhos.
obrigado a voces que me leem e também um obrigado especial a silvia por se ter lembrado de mim.
as minhas nomeações vão para:
silvia madureira do blog - jogos com matemática
a cor do mar do blog - a cor do mar
maria do blog - cheiro da ilha
ema norte do blog-100 fabulas
daniela do blog - devaneios
lisa do blog - noites de lua cheia
lyra do blog - o espacinho da lyra
e last but not least a madrinha do meu espaço a carla do photoblog outros olhares.
um beijo para todas e um xi grande de admiração pela luz que tem .
já agora ... se a mónica tivesse blog... e porque o que ela escreve no meu e no hi5 dela é lindo também a nomeava... fica o convite

sábado, outubro 20, 2007

Sonhos sem Ilusões




"... Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos. Atingirás assim o ponto supremo da abstenção sonhadora, onde os sentimentos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram. Assim como as cores e os sons sabem uns a outros, os ódios sabem a amores, e as coisas concretas a abstractas, e as abstractas a concretas. Quebram-se os laços que, ao mesmo tempo que ligavam tudo, separavam tudo, isolando cada elemento. Tudo se funde e confunde. "






Fernando Pessoa

quarta-feira, outubro 17, 2007

Porque não


sonhar que és o sol





sexta-feira, outubro 12, 2007

tive de voltar

Porque mesmo do silencio temos deixar fluir um rio de palavras, porque seria impossivel respirar se elas estivessem presas na garganta...
Porque por mais profundas que sejam as dores temos de encarar as cicatrizes que elas deixam como trofeus e aprendermos a ser melhores.
Porque encontrei num poema da minha nova amiga Daniela tanto do que não consigo dizer...
Porque ela me autorizou a expo-lo aqui..
ou simplesmente porque precisava de faze-lo ....
deixo-vos o poema ... "quando se perde um amigo..."
para que nunca esqueçamos as amarras que nos ligam.



"Quando sentimos que perdemos um amigo
parte de nós é lágrima que cai desamparada...
mas cá dentro, há um sorriso triste
a recordar os bons momentos
que esta amizade nos deu.
Nasce um vazio
de um todo quebrado
e um mar cinzento
chora despedaçado
pelas memórias que perderam a cor.
Abre-se um buraco no peito
e a enxada deve ter lâmina dura
porque nos escava uma ferida tão profunda
que esburaca o corpo só para nos atingir
em cheio o recheio da alma.

Se eu tivesse uma pedra no lugar
onde vi plantado o meu coração
Talvez,soubesse como impedir
que a dor me roube mais esta seara...


Quando sentimos que perdemos um amigo...
as pernas caminham sem destino
porque os passos esqueceram o seu rumo
e dormem sozinhos junto á estrada.
Há braços com frio
porque sonham com um abraço...
Há um pássaro a baloiçar naquele ramo
mas já sem vontade de cantar
para aquele banco de jardim vazio...
Há palavras sem força suplicando vozes na garganta
e restos de gritos que dela saíram altos demais...
Há quadros pintados com os dedos logo pela manhã
e arco-íris que desmaiam lá pela noitinha...
Há lágrimas abençoadas
que se ajoelham fielmente a rezar por nós
e sorrisos danados a rir do desespero das minhas preces.
Há poemas colados ao tecto
porque querem preservar no céu esta história
sem acreditarem que ela chegou ao fim...
Há sonhos por perto rasgados no chão
e folhas de papel tão teimosas que se recusam a voar para longe...

Ai se eu tivesse asas nas costas
para dar utilidade a todas estas penas!
Se eu soubesse o valor da eternidade dos gestos
e das promessas que se proferem sem olhar.

Mas, porque é que a tristeza me faz pensar
que hoje perdi um amigo...
se ainda ontem sorria tão feliz por o encontrar?"


de Daniela Pereira


Obrigado por entenderes

domingo, outubro 07, 2007

pausa

amigos...
faltam quase vinte dias para este blog fazer dois anos, tem sido momentos muito bons de partilha e de convivio, tenho aprendido muito sobre esta arte de amar e de dar...
mas chegou a altura de fazer uma pausa.... ando com o coração apertado...
quero escrever aqui o por-do-sol e não o nevoeiro... quero escrever a luz e não a escuridão...
quero escrever a vida e não esta corrida... quero ser...
Vou parar por uns tempos, não sei quanto, talvez volte daqui a uns dias, talvez nunca...
não é que os dias sigam lá fora.... que os sonhos não aconteçam aqui... talvez seja apenas tempo de reaprender-me...
até breve

para Frederica

Infelizmente não pude ler-te o poema que te escrevi...
e queria ter-te lido tantos... queria ter-te escrito tantos.
Vou ter saudades linda...


porque há tanto para dizer
tanto que não sei contar
porque és estrela que nos anima
e queremos ver-te brilhar
porque o dia cá fora é frio
sem esse belo sorrir
e o vento não é o mesmo
sem ondular teus caracóis
porque és fogueira acesa
na lareira da amizade
e sabes fazer-nos ver
o que temos de melhor
porque temos tanto para aprender
sobre a vida e sobre os sonhos
e ainda há tanto que quero saber
sobre os teus mundos
porque tens um coração grande
e um não sei que de coisas
e temos saudades de nos ver
no brilho dos teus olhos
porque és vida
e sempre soubeste sê-lo
porque foste esperança
e eu nunca to disse
luta agora mais esta luta
eu sei que és capaz
nasceste lutadora
desistir não te satisfaz
luta agora mais esta vez
mostra a força que tens
belo é o dia lá fora
o pôr–do-sol quer-te saudar
vá queremos te mostrar
que és especial para nós
que és sonho a acontecer
que queremos te abraçar
Vá precisas de saber
Que gostamos de ti
E eu quero sorrir contigo
Com tudo o que aqui escrevi
Vive Sonha
Sé Luta
Cré
Vais conseguir....
Sonhamos por ti.....
Pensamos em ti.....
Escrevemos para ti...
Queremos te abraçar...
Ver-nos no teu olhar....
Ver-te sorrir....
Ouvir-te falar...

Sabemos que és forte
Sabemos que és luz
Preciso de dizer-te ...
fazes-nos falta...

fazes-me falta


.... Porque é que só o silencio resta?...

sexta-feira, setembro 28, 2007

Se vocês me conhecessem realmente saberiam que ...

Este é o desafio deixado pela Sílvia há uns dias...
Eis a minha resposta....


Sou...

Paciente
Ousado
Empático
Tímido
Apaixonado

Louco
Optimista
Unido
Cómico
Orgulhoso

Sincero
Onirico
Unico

terça-feira, setembro 25, 2007

Pedro Alpiarça .. para que o silencio não corroa

Pedro Alpiarça

(1958 - Lisboa, 20 de Setembro de 2007)
Inicia-se no teatro universitário da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em cujo grupo teatral começa a trabalhar, entre 1984 e 1990. Integra o Teatro A Barraca (1989-1994) sob a direcção de Hélder Costa, em peças como Liberdade em Bremen de Rainer Werner Fassbinder, O Avarento de Moliére, Floresta de Enganos de Gil Vicente ou A Cantora Careca de Ionesco e com Maria do Céu Guerra em O Último Baile do Império de Josué Montello, entre outros. Passou ainda pelas companhias O Nariz - Teatro de Grupo e com o núcleo do Teatro da Veredas que em 1995 viria a dar origem ao Teatroesfera participou nos espectáculos As Histórias da Flauta (1993), O Erro Humano (1999), Abril (reposição em 2000) e O Sangue (espectáculo que inaugurou o Espaço Teatroesfera no ano 2000).
É co-fundador do Teatro Mínimo (2002), onde tem desenvolvido trabalho juntamente com José Boavida.

Foi actor regular na televisão, integrando o elenco de variadas séries e sitcoms. Em 1993 participou em Ideias com História, dois anos depois entrou em Nico D'Obra, série com Nicolau Breyner. A partir de 1998, começou a entrar em formatos mais cómicos. Participou em Os Malucos do Riso, nesse ano; em 1999 entrou em Não És Homem Não És Nada, seguindo-se em 2001 a Fábrica das Anedotas. Mais recentemente, fez algumas participações na série Os Batanetes, da TVI, na Maré Alta (SIC) e n' Prédio do Vasco. O seu último trabalho na TV foi em Vingança, onde teve um pequeno papel.
Faleceu a 20 de Setembro de 2007, não importa como...

O QUE IMPORTA É A AUSÊNCIA


Porque os palcos de Leiria, do país, do mundo e da vida ficaram mais pobres...
Talvez porque a arte às vezes chama o vazio e é difícil aparta-lo cá dentro...
Porque vou...
vamos ter saudades...
- Dessa postura que parecia desconexa sem o ser...
- Desse ar que parecia as vezes distante... as vezes próximo...
- Dessa presença discreta que despontava depois nos palcos...
- Dessa capacidade com que através da tuas personagens no “somos todos de outro lado qualquer”, no “kansera” e em muitas outras peças que vi ao vivo, mostraste o contraponto entre a fragilidade da razão humana e a beleza das pequenas coisas simples.

Na esperança de que os palcos do céu ( .. do ar... ou seja lá o que for que é a última morada dos artistas) brilhem para ti e as multidões te aplaudam de pé ...

Porque os actores não morrem ....

sexta-feira, setembro 21, 2007

Saudades...

"Há momentos na vida em que sentes tanto a falta de alguém que dá vontade de tirá-lo dos sonhos e dar-lhe um abraço de verdade"

Reflexões By Sherek, por Emily Paull.

Com votos de um bom fim de semana repleto de sentimentos

quinta-feira, setembro 20, 2007

VITOR JARA. para que o mundo nunca esqueça que houve um outro 11 de setembro.


Em posts anteriores já falei de Alhende e Pablo Neruda,já falei da barbarie que constituiu o golpe de Pinochet (com o apoio dos Estados Unidos) a 11 de setembro de 1973.
Nesses posts homenagei os homens e através deles o povo chileno e a sua luta pela liberdade, no entanto para cumprir esta homenagem faltou homenagear Vitor Jara,o homem, o poeta, o compositor mas sobretudo o home livre.
cumpro pois este designio agora.


O homem:

Víctor Lidio Jara Martínez (Chillán, 28 de setembro de 1932 — 16 de setembro de 1973) foi um músico, compositor, cantor e director de teatro chileno.

Nascido numa familia de camponeses, tornou-se referência internacional da canção revolucionária.
Lecionava "periodismo" na Universidade de Chile, e participava de reuniões com os professores da Universidade (maioria comunista) e com o partido da UP em protestos e espectaculos beneficientes.

Os factos:

A 11 de setembro de 1973, quando o golpe militar comandado pelo ditador Augusto Pinochet derrubou do poder Salvador Allende, o compositor e cantor Victor Jara correu para a universidade da Santiago onde trabalhava para se juntar aos 600 estudantes que ocupavam o prédio.
Dali, mesmo sem muito armamento, tentaram resistir aos militares e aos tanques que cercaram a universidade, sem sucesso. Depois de uma luta desigual, foram subjugados e levados para o Estádio Nacional do Chile, convertido em campo de concentração.
Victor de viola em punho, como já o tinha feito na Universidade, cantava para os seus companheiros para anima-los e procurar dar-lhes esperança, talvez por isso foi rapidamente reconhecido por um oficial, hoje sabe-se que era Edwin Dimter Bianchi, com o cognome "o principe".
Edwin ao reconhecer Vitor terá dito : "Você é aquele maldito cantor, não é?", terá depois insistido em "ocupar-se pessoalmente da sua tortura".
Separado dos demais Victor foi duramente espancado, as suas mãos foram segundo uns amputadas, segundo outros dilacerdas a golpes de culatra de espingarda.
Depois Edwin provocou-o e disse-lhe "agora Canta filho da Puta".
Victor levantou-se e apesar de ferido cantou.
Quando o soltaram ensanguentado, e ao aperceber-se do fim pediu pedaços de papel e um lápis aos companheiros,e escreveu o que viria a ser o seu último poema , preservado até aos nossos dias no manuscrito que entregou às escondidas aos seus companheiros que depois foi entregue Joan Jara,companheira de Victor.
Victor foi depois fuzilado com 44 tiros e o seu corpo abandonado numa rua de Santiago do Chile.


Deixo-vos esse poema para que partilhem para sempre daquele que segundo as palavras de Joan Jara foi o testemunjo de Victor: "... o seu único meio de resistir ainda ao fascismo, de lutar pelos direitos dos seres humanos e pela paz".



"
Somos cinco mil
nesta pequena parte da cidade.
Somos cinco mil.
Quantos seremos no total,
nas cidades e em todo o país?
Somente aqui, dez mil mãos que semeiam
e fazem andar as fábricas.

Quanta humanidade
com fome, frio, pânico, dor,
pressão moral, terror e loucura!

Seis de nós se perderam
no espaço das estrelas.

Um morto, um espancado como jamais imaginei
que se pudesse espancar um ser humano.

Os outros quatro quiseram livrar-se de todos os temores
um saltando no vazio,
outro batendo a cabeça contra o muro,
mas todos com o olhar fixo da morte.

Que espanto causa o rosto do fascismo!

Colocam em prática seus planos com precisão arteira,
sem que nada lhes importe.

O sangue, para eles, são medalhas.

A matança é ato de heroísmo.

É este o mundo que criaste, meu Deus?
Para isto os teus sete dias de assombro e trabalho?

Nestas quatro muralhas só existe um número
que não cresce,
que lentamente quererá mais morte.

Mas prontamente me golpeia a consciência
e vejo esta maré sem pulsar,
mas com o pulsar das máquinas
e os militares mostrando seu rosto de parteira,
cheio de doçura.

E o México, Cuba e o mundo?

Que gritem esta ignomínia!
Somos dez mil mãos a menos
que não produzem.

Quantos somos em toda a pátria?

O sangue do companheiro Presidente
golpeia mais forte que bombas e metralhas.

Assim golpeará nosso punho novamente.

Como me sai mal o canto
quando tenho que cantar o espanto!

Espanto como o que vivo
como o que morro, espanto.

De ver-me entre tantos e tantos
momentos do infinito
em que o silêncio e o grito
são as metas deste canto.

O que vejo nunca vi,
o que tenho sentido e o que sinto
fará brotar o momento..."


(Victor Jara, Estádio de Chile, Setembro 1973).

sexta-feira, setembro 14, 2007

conversas....


- estás a dizer que gostas de mim... é que muitos rapazes já disseram que gostavam muito de mim....
- não ... estou só a dizer que te amei...


Homenagem a Mónica Mendes

Porque és especial para mim...
Porque ousas sonhar....
porque sabes ser poesia e luz...
porque dás sentido ao sonho...
E à busca de sentir...
Porque sabes estar aqui...
mesmo que longe...
mais presente do que quase ninguém quando a dor e o desalinho de não concretizar os sonhos se torna mais forte ou precisamos partilhar momentos bons.
Porque és tu...
doce e terna
poesia...
luz..
magia...
amiga...
tu...
tudo isto e tantas outras coisas que não consigo descrever por palavras

decidi-me, precisava... deixar-te aqui mais esta homenagem... mais este pedaço de sonho...
para que em ti a luz surja reforçada e com ela a força dos dias.

Porque adorei o teu poema, porque ele merece .. decidi coloca-lo neste post... neste cantinho que é no fundo a súmula maior do meu ser.


beijo amigo Pedro


"
Incessante procura
Nao sei bem de quê
Talvez seja insensatez
Desilusão de vida
Sonhos que se esfumam...
Pensar-te aqui, talvez.
Sentir teus dedos
Deslisar em minha pele.
Teu olhar que me lê
Para além da alma
Para além do invisivel
Traduzindo-se em pura calma
Tudo fica perceptível
Nas simples ondas da maré
Por fim tudo esvai
Por terra o sonho cai.
O sol nao brilha mais
Nem aqui, nem em outro cais
Espero pela luz da lua
E do toque de uma maõ
Nos meus cabelos...
Sonhando que seja a tua..."


de Mónica Mendes



Bom fim de semana amigos... que nos vossos corações more o verão.
Força doce Mónica . estas cá dentro :-)

sábado, setembro 08, 2007

A escrita


"Escreve. Seja uma carta, um diário ou umas notas enquanto falas ao telefone, mas escreve. Procura desnudar a tua alma por escrito, ainda que ninguém leia; ou, o que é pior, que alguém acabe lendo o que não querias. O simples acto de escrever ajuda-nos a organizar o pensamento e a ver com mais clareza o que nos rodeia. Um papel e uma caneta fazem milagres, curam dores, consolidam sonhos, levam e trazem a esperança perdida. As palavras têm poder."


Fonte: "Paulo Coelho, in "Maktub"
Uma citação de Paulo Coelho enviada pela Terna Mónica (ela vai gostar da forma como a chamei :- ) ) , para saudar esta forma de as vezes voarmos, as vezes nos libertarmos, as vezes nos escondermos.....
Porque se é verdade que o sonho comanda a vida, é também verdade que muitos dos sonhos se materializam e se derramam no papel..

quinta-feira, setembro 06, 2007

homenagem a Madre Teresa de Calcuta

O MELHOR DE VOCÊ


"Dê sempre o melhor
E o melhor virá...
Às vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas...
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta e interesseiro...
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo...
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra...
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja...
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã...
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante...
Dê o melhor de você assim mesmo.
E veja você que, no final das contas...
É entre VOCÊ e DEUS...

Nunca foi entre você e eles!



Agnese Gonxha Bojaxhin - Madre Tereza de Calcutá


Porque as vezes a fé tem caminhos miesteriosos.... e mesmo duvidando agiste... sonhaste.... mostraste que é possivel sermos melhores...

terça-feira, setembro 04, 2007

há cada coisa...

não sou supersticioso, mas hoje não sei porque deu-me para ir ver o horóscopo...
como a curiosidade costuma despontar em mim nestas coisas procurei o hóroscopo Xamânico, visto que como faço anos a 22 de novembro nunca sei se sou escorpião ou sagitário e acabo sempre mais atado que desatado lol.
Ora bem segundo o meu horoscopo Xamánico sou coruja.
diz ele que as CORUJAS( quem nasceu entre De 21/11 e 20/12) – A lua da neve são muito observadoras e silenciosas.
Pessoas coruja são inteligentes, bem articuladas e discretas.
Seu olho para os detalhes faz delas perfeccionistas.
A Coruja necessita de liberdade de expressão.
É vivaz e presta muita atenção aos detalhes. Curiosa e adaptável, tende a abarcar mais do que pode.
É valente e decidida, e sabe ser versátil.
Sua natureza é sincera e estudiosa, e pode ser muito compreensiva, ainda que às vezes lhe falte tacto.
No amor, adora a aventura e é atraído por pessoas exóticas.
Precisa variedade e intensidade de sentimentos, mas, acima de tudo, alguém com quem possa conversar e compartilhar seus múltiplos interesses intelectuais.

Dá-se bem com Falcão e Salmão

Deve cultivar: Concentração, otimismo e entusiasmo vital
Deve evitar: Auto-indulgência e exagero
Planta: Visco
Mineral: Obsidiana
Cor: Dourado
Direção: Noroeste
Medicina da Coruja: É o poder de discernir as coisas em momentos de incerteza e levar uma vida coerente, com planos a longo prazo.
Medicina do Pica-pau: A aptidão para estabelecer um ritmo regular na vida e a tenacidade para proteger quem se ama.


é giro não é se quiserem saber o vosso vão a http://www.terra.com.br/planetanaweb/produtos/horosc_xamanico/

no mínimo ficam com um sorriso nos lábios

domingo, setembro 02, 2007

Felicidade

"Se se construisse uma casa para a felicidade, a maior divisão seria a sala de espera."

citação enviada pela minha grande Mónica.

apenas para fazer sonhar, saber esperar, saber viver

segunda-feira, agosto 20, 2007

sonha...

sonha luz
com ternos poemas
sonhos perfumados
navios de papel
poetas enfeitiçados
teatrinhos de cordel

sonha ...
com poetas e fadas
guardadores de sonhos
anjos e cupídos
amores profundos
palhaços e risos

sonha....
com príncipes e fadas
guardadores de sonhos
duendes e ogres
com aventureiros
e aventuras sem fim

sonha...
com a estrela lá do alto
lembrança deixada por mim
para te lembrar que és luz
de um poema assim....
nana bem

Penso em ti... poema vida

penso em ti
quando olho o vazio
a saudade aperta
e o sonho não vem

penso em ti
fugindo ao silencio
porque em ti
há uma melodia

penso em ti
no sopro do vento
porque sei que ao vento
embalas o dia

penso em ti
no calor da alma
porque sei que a calma
vem do teu olhar

penso em ti
nas ruas da cidade
na saudade de um encontro
na esperança de um café

penso em ti
num roer de unhas
num olhar tão cumplice
que desafia o tempo

penso em ti
quando as palavras vem
o sonho se solta
eu vou mais além

penso em ti
quando venço o tempo
e escrevo um poema
num lugar qualquer

penso em ti
quando derroto as dores
e o teu exemplo
me leva a erguer

penso em ti
como se não houvesse medo
só sorrisos
e os teus olhos fossem a chave dos paraisos

penso em ti
porque sei sonhas
porque sei que sentes
porque sei que es

e sei ..
que pelo teu sorrir...
pelo teu sonhar...
pelos sonhos de ir
pelo teu olhar

pela tua força
pelos sentimentos
ao sabor dos ventos
que embalam teus cabelos

há uma união
há uma partilha
há um sonho que nasce
em cada poema

e sei que tu me entendes
mesmo quando escondo
e sei que me encontras
mesmo quando me perco

e sei ...
que não importa os medos
não importa as dores
nem os desamores
tu vais ser feliz

senhora da luz
musa dos poemas
menina mulher
dona desse olhar


que é poesia
que vence o meu dia
que me faz sonhar
e esquecer a insonia

dona desse sorriso
flor do paraiso
estrela do céu
meu doce guia

luz para quem canto até ser dia
só para te dizer
que venha o que vier
estou contigo


poema vida

Sinto


"Sinto logo sou"



soren Kierkergaard