A pessoa que sou é única, limitada a um nascer e a um morrer, presente a si mesma e que só à sua face é verdadeira, é autêntica, decide em verdade a autenticidade de tudo quanto realizar. Assim a sua solidão, que persiste sempre talvez como pano de fundo em toda a comunicação, em toda a comunhão, não é 'isolamento'. Porque o isolamento implica um corte com os outros; a solidão implica apenas que toda a voz que a exprima não é puramente uma voz da rua, mas uma voz que ressoa no silêncio final, uma voz que fala do mais fundo de si, que está certa entre os homens como em face do homem só. O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com o homem. A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida.
Vergílio Ferreira, in 'Espaço do Invisivel I'
Acerca de mim
- milhafre
- Quem sou eu...... as vezes queria ser apenas um escolho atirado aos ventos. outras a minha faceta de louco faz-me querer enveredar por caminhos que desconheço e espanto-me a mim próprio. diria que sou alguém que aspira a ser simples e a quem o corre corre dos dias parece estrangular as vezes deixando as palavras e os sonhos amordaçados na garganta. se um dia me for espero ser lembrado como um bom amigo .
segunda-feira, julho 28, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
pára
Para! não faz sentido dar corpo ao sentimento... o corpo tem coisas que não conheces... dores que não se encaixam.... sedes que não se sassiam....
Não eu não tenho medo do toque... não me assusta a pele.... não me abomina o sexo... eu simplesmente não estou para isto.... não nasci para isto....
Meti na cabeça que a essência é mais forte, que a alma tem luz, que o sorriso é vida.....
Que os olhares falam..... que há silêncios cúmplices.... que é importante estar ai.........
Que é importante estar presente....
Não... eu não entendo o queres dizer quando dizes - “tens de deixar que eu sinta a tua falta... tens de me deixar ter sede”
Mas eu quando não estou contigo tenho sempre sede... sinto sempre a tua falta.... tu não???
Quantas horas ou dias são precisos para que isso aconteça.... qual é o segredo do tempo que ainda não sei....
Que sentido faz querer falar contigo e não poder porque tenho que deixar que sintas a minha falta.....
É que eu sempre fui atras ... se gosto gosto, se gosto dou-me ... nunca entendi os meios termos, os joguinhos......
As cores da vida não me ensinaram a sedução do vermelho dos seus tons...... sempre apregoaram a transparência cálida da alma... a pureza do sonho....
É preciso ser recto e verdadeiro... foi o que aprendi com os filmes de cavaleiros andantes e cowboys com que cresci...
Sempre me entreguei todo... qual é a metade que não posso dar-te para que sintas falta dela.... diz-me... como posso esconder-te essa metade...
Eu nunca quis nada disto....porra... mergulhar nos teus olhos sempre foi muito mais que qualquer outra coisa.....
Sempre foi muito mais que .... tudo....
Eu só queria ser ave.... sabes.... nunca fiz parte deste jogo... nunca aprendi as regras..... os códigos... o não mostrar o baralho... o não dar tudo logo.... o não ser assim logo ...
Para mim um sim é um sim e um não é um não... ainda não entendo os sins e os nins... nem essa coisa abstracta que é o “não mas fiquei a pensar”... ou o “sim e depois se vê”
Abomino a incerteza e o “não é definitivo mas sabe bem....saboreia” ... e depois sempre desprezei as curtes ........
Cada gesto é demasiado valioso para ser mandado ao ar....
Quando se beija mesmo que para “experimentar” ficasse preso...dá-se sempre alma e
quando se da a alma ficasse agarrado... deixasse de ser um... não se fica indiferente... quando se dá a alma... abdicasse de ser uno para só se conseguir ser uno com qualquer coisa que nos é dado pela pessoa amada... e a pessoa amada só fica una com qualquer coisa que lhe demos quando abdicamos de ser perfeitos para amar.
Já alguma vez reparas-te que o coração que aprendemos a desenhar desde miúdos não é um coração apenas mas dois corações sobrepostos unidos entre sí... não um elemento único mas duas metades esquerda e direita que se unificam para dar a algo novo.
Como é que se abdica disso.... como é que se fica depois de se dar e se perder????
No amor como na guerra depois da batalha os corpos moribundos jazem pelos campos e os despojos espalhados são entregues ao vencedor......
No amor como na guerra ganha-se e perde-se, erra-se o alvo.....Fintasse a vida.....
O problema é que com o fim dos anos perder a batalha se torna cada vez mais avassalador... as feridas do velho guerreiro saram mais dificilmente, as cicatrizes ficam mais duras...
E se eu não conseguir sarar as feridas depois de tu deixares de me querer???
E se eu não conseguir abdicar da tua metade que me deste e que mora em mim????
E se eu gostar do teu beijo.......??
E se eu quiser que o beijo seja para sempre...???
Se me apetecer parar o tempo....???
Dar-te um beijo seria como ser cego e ser-lhe dado o prazer de ainda que por segundos voltar a ver a luz...
Como ficarei eu depois de ser devolvido à escuridão....
Como ficarei eu depois de ver as cores da vida.... as formas das coisas forçado a abdicar delas...
Como voltarei eu à negritude forçada depois de ter visto o meu mundo todo alterado... depois de me ter sido possível mergulhar em algo muito mais luminoso...
Como poderei eu mover-me se a percepção que tinha das coisas nunca mais será a mesma....
Pára .....
Espera....
Não... não tem a haver contigo...
Não... não perdi o interesse...
Não... não há outra...
Eu só tenho medo de ficar ligado a ti...
De não conseguir depois voltar a ser o que sou...
De não conseguir viver depois de te ires...
De beijar o lado de lá da lua, aquele lado que é reservado aos sonhos e aos elfos..
E depois como terrequeo finito que sou ter de viver sem ve-lo.....
De não conseguir nunca mais... respirar longe dos teus lábios...
De não conseguir voltar a ir-me...
Não eu não tenho medo do toque... não me assusta a pele.... não me abomina o sexo... eu simplesmente não estou para isto.... não nasci para isto....
Meti na cabeça que a essência é mais forte, que a alma tem luz, que o sorriso é vida.....
Que os olhares falam..... que há silêncios cúmplices.... que é importante estar ai.........
Que é importante estar presente....
Não... eu não entendo o queres dizer quando dizes - “tens de deixar que eu sinta a tua falta... tens de me deixar ter sede”
Mas eu quando não estou contigo tenho sempre sede... sinto sempre a tua falta.... tu não???
Quantas horas ou dias são precisos para que isso aconteça.... qual é o segredo do tempo que ainda não sei....
Que sentido faz querer falar contigo e não poder porque tenho que deixar que sintas a minha falta.....
É que eu sempre fui atras ... se gosto gosto, se gosto dou-me ... nunca entendi os meios termos, os joguinhos......
As cores da vida não me ensinaram a sedução do vermelho dos seus tons...... sempre apregoaram a transparência cálida da alma... a pureza do sonho....
É preciso ser recto e verdadeiro... foi o que aprendi com os filmes de cavaleiros andantes e cowboys com que cresci...
Sempre me entreguei todo... qual é a metade que não posso dar-te para que sintas falta dela.... diz-me... como posso esconder-te essa metade...
Eu nunca quis nada disto....porra... mergulhar nos teus olhos sempre foi muito mais que qualquer outra coisa.....
Sempre foi muito mais que .... tudo....
Eu só queria ser ave.... sabes.... nunca fiz parte deste jogo... nunca aprendi as regras..... os códigos... o não mostrar o baralho... o não dar tudo logo.... o não ser assim logo ...
Para mim um sim é um sim e um não é um não... ainda não entendo os sins e os nins... nem essa coisa abstracta que é o “não mas fiquei a pensar”... ou o “sim e depois se vê”
Abomino a incerteza e o “não é definitivo mas sabe bem....saboreia” ... e depois sempre desprezei as curtes ........
Cada gesto é demasiado valioso para ser mandado ao ar....
Quando se beija mesmo que para “experimentar” ficasse preso...dá-se sempre alma e
quando se da a alma ficasse agarrado... deixasse de ser um... não se fica indiferente... quando se dá a alma... abdicasse de ser uno para só se conseguir ser uno com qualquer coisa que nos é dado pela pessoa amada... e a pessoa amada só fica una com qualquer coisa que lhe demos quando abdicamos de ser perfeitos para amar.
Já alguma vez reparas-te que o coração que aprendemos a desenhar desde miúdos não é um coração apenas mas dois corações sobrepostos unidos entre sí... não um elemento único mas duas metades esquerda e direita que se unificam para dar a algo novo.
Como é que se abdica disso.... como é que se fica depois de se dar e se perder????
No amor como na guerra depois da batalha os corpos moribundos jazem pelos campos e os despojos espalhados são entregues ao vencedor......
No amor como na guerra ganha-se e perde-se, erra-se o alvo.....Fintasse a vida.....
O problema é que com o fim dos anos perder a batalha se torna cada vez mais avassalador... as feridas do velho guerreiro saram mais dificilmente, as cicatrizes ficam mais duras...
E se eu não conseguir sarar as feridas depois de tu deixares de me querer???
E se eu não conseguir abdicar da tua metade que me deste e que mora em mim????
E se eu gostar do teu beijo.......??
E se eu quiser que o beijo seja para sempre...???
Se me apetecer parar o tempo....???
Dar-te um beijo seria como ser cego e ser-lhe dado o prazer de ainda que por segundos voltar a ver a luz...
Como ficarei eu depois de ser devolvido à escuridão....
Como ficarei eu depois de ver as cores da vida.... as formas das coisas forçado a abdicar delas...
Como voltarei eu à negritude forçada depois de ter visto o meu mundo todo alterado... depois de me ter sido possível mergulhar em algo muito mais luminoso...
Como poderei eu mover-me se a percepção que tinha das coisas nunca mais será a mesma....
Pára .....
Espera....
Não... não tem a haver contigo...
Não... não perdi o interesse...
Não... não há outra...
Eu só tenho medo de ficar ligado a ti...
De não conseguir depois voltar a ser o que sou...
De não conseguir viver depois de te ires...
De beijar o lado de lá da lua, aquele lado que é reservado aos sonhos e aos elfos..
E depois como terrequeo finito que sou ter de viver sem ve-lo.....
De não conseguir nunca mais... respirar longe dos teus lábios...
De não conseguir voltar a ir-me...
sexta-feira, junho 27, 2008
A negação do anjo
Chamaram-me anjo mas anjo não sou
Sou poeta perdido não sei onde vou
Mas a verdade é que não importam os caminhos
A meta as vezes não é o horizonte
o que importa é o sonho
e o que sentimos bem dentro do peito,
bem dentro da alma, bem dentro da vida
Metade qualquer arrancada de nós
Por isso talvez perdido me encontre
Em cada olhar que canto...
Em cada gesto que guardo
Pedaços da vida que passam por mim
Por isso talvez... o sentir que me acho
Na tua voz, no teu olhar, no teu sorriso
Naqueles momentos raros em que te encontro
E em que o tempo parece não passar
Por isso a memória de cada momento
De cada abraço, de todas as conversas
A lembrança dos passos... passo a passo
que demos na vida
Por isso cada pedaço de papel que guardo e canto
Por isso esta angustia de saber que as vezes para lá do beijo
As vezes para lá do que dizem viver
Nas sortes do amor o mundo gira ao contrário
Por isso esta dor que as vezes mora em mim
Porque sei que ter não importa
Porque sei que venha o que vier
Estamos mais perto do fim
Porque há cada vez mais alguma dor
A bater em cada porta, a esconder o olhar
Porque sei que há cada vez mais braços no ar
Pessoas que teimamos em não ver
Por isso este meu ar desprendido
Que se prende em pequenos instantes
Que o tempo, os medos...e os desassossegos
parecem não levar
Por isso este meu despir da mascara
Este não ter carapaça, este não entrar no tom
Eu sei que sou desalinhado
Mas quando o que importa é dar isso até é bom
E eu sei que sou extravagante
Sei que não me encaixo
Sei que não pertenço
Mas sei que não me escondo
E mesmo diferente
Sei que não me vergo
Sei que não me rendo
Sei que me dou
E por isso escrevo
Por não poder calar
Um beijo na praça
Uma mão a acenar
E venha o que vier
Sei que canto os sonhos
Pedras emoções
Feita de sentimentos
Guardadoras de paixões
E sei que canto acesos
Os dias que guardo
Lembranças que vivo
Até ao fim da alma
E sei que há em mim além do nada
Não um deus, um anjo, ou um cavaleiro andante
Mas apenas alguém que sabe que as vezes
Cada gesto é importante para elevar um coração
Alguém que farto de corações partidos, chamas apagadas....
Campos vazios que já não são lavrados pelas enxadas da paixão
Não se rende e não desiste.... sobretudo não se esconde...
Dá-se e é.
E acima de tudo...
Canta o sonho.
Sou poeta perdido não sei onde vou
Mas a verdade é que não importam os caminhos
A meta as vezes não é o horizonte
o que importa é o sonho
e o que sentimos bem dentro do peito,
bem dentro da alma, bem dentro da vida
Metade qualquer arrancada de nós
Por isso talvez perdido me encontre
Em cada olhar que canto...
Em cada gesto que guardo
Pedaços da vida que passam por mim
Por isso talvez... o sentir que me acho
Na tua voz, no teu olhar, no teu sorriso
Naqueles momentos raros em que te encontro
E em que o tempo parece não passar
Por isso a memória de cada momento
De cada abraço, de todas as conversas
A lembrança dos passos... passo a passo
que demos na vida
Por isso cada pedaço de papel que guardo e canto
Por isso esta angustia de saber que as vezes para lá do beijo
As vezes para lá do que dizem viver
Nas sortes do amor o mundo gira ao contrário
Por isso esta dor que as vezes mora em mim
Porque sei que ter não importa
Porque sei que venha o que vier
Estamos mais perto do fim
Porque há cada vez mais alguma dor
A bater em cada porta, a esconder o olhar
Porque sei que há cada vez mais braços no ar
Pessoas que teimamos em não ver
Por isso este meu ar desprendido
Que se prende em pequenos instantes
Que o tempo, os medos...e os desassossegos
parecem não levar
Por isso este meu despir da mascara
Este não ter carapaça, este não entrar no tom
Eu sei que sou desalinhado
Mas quando o que importa é dar isso até é bom
E eu sei que sou extravagante
Sei que não me encaixo
Sei que não pertenço
Mas sei que não me escondo
E mesmo diferente
Sei que não me vergo
Sei que não me rendo
Sei que me dou
E por isso escrevo
Por não poder calar
Um beijo na praça
Uma mão a acenar
E venha o que vier
Sei que canto os sonhos
Pedras emoções
Feita de sentimentos
Guardadoras de paixões
E sei que canto acesos
Os dias que guardo
Lembranças que vivo
Até ao fim da alma
E sei que há em mim além do nada
Não um deus, um anjo, ou um cavaleiro andante
Mas apenas alguém que sabe que as vezes
Cada gesto é importante para elevar um coração
Alguém que farto de corações partidos, chamas apagadas....
Campos vazios que já não são lavrados pelas enxadas da paixão
Não se rende e não desiste.... sobretudo não se esconde...
Dá-se e é.
E acima de tudo...
Canta o sonho.
terça-feira, junho 24, 2008
eu sou
uma ave ferida
um intervalo no espaço
uma pedrada no charco
um embaraço
um naufrago perdido
sem querer cais
um poema esquecido
que não digo mais..
a saudade da voz
do sopro que das
um sonho passado
que não volta atrás
a lamina afiada
do meu canivete
o gesto magoado
num bailado qualquer
enfim talvez marasmo...
mas sobretudo sou....
ser....
mas sobretudo..
existo....
mas sobretudo ...
sou.....
mas sobretudo....
dou...
e assim aconteço...
e percebo porque existo...
mesmo que as vezes
seja vão
seja louco
seja só...
um intervalo no espaço
uma pedrada no charco
um embaraço
um naufrago perdido
sem querer cais
um poema esquecido
que não digo mais..
a saudade da voz
do sopro que das
um sonho passado
que não volta atrás
a lamina afiada
do meu canivete
o gesto magoado
num bailado qualquer
enfim talvez marasmo...
mas sobretudo sou....
ser....
mas sobretudo..
existo....
mas sobretudo ...
sou.....
mas sobretudo....
dou...
e assim aconteço...
e percebo porque existo...
mesmo que as vezes
seja vão
seja louco
seja só...
quinta-feira, junho 12, 2008
cada um de nós
cada um de nos é o vazio que carrega... um pedaço qualquer de sonho que ficou a deriva... algo de brilho que se perdeu no vento
sexta-feira, maio 30, 2008
Saudade....
Frases Sobre Saudade
A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras.
(Anónimo)
A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração.
(Henrique Maximiliano Coelho Neto - Romancista e contista brasileiro - 1864/ 1934)
Aquele que inventou a distância não conhecia a dor da saudade... (Anónimo)
Como é bom contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho: "Saudade!"
(Anónimo)
Debruço-me na sua ausência como se o vazio dotado fosse de ombros largos, cor, calor e pudesse me ouvir ao relento roçar o ponto mais sensível da imensa falta que você faz.
(António Carlos Mattos)
Saudade são águas passadas que se acumulam em nossos corações, inundam nossos pensamentos, transbordam por nossos olhos, deslizam em gotículas de lembranças que por fim, morrem na realidade de nossos lábios.
(Anónimo)
Bom fim de semana.
amigos...
que a chama da saudade converta um dia em solo fertil os terrenos que a dor deixou por arar.
Quando isso acontecer talvez voltem a nascer papoilas em todos os corações
A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras.
(Anónimo)
A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração.
(Henrique Maximiliano Coelho Neto - Romancista e contista brasileiro - 1864/ 1934)
Aquele que inventou a distância não conhecia a dor da saudade... (Anónimo)
Como é bom contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho: "Saudade!"
(Anónimo)
Debruço-me na sua ausência como se o vazio dotado fosse de ombros largos, cor, calor e pudesse me ouvir ao relento roçar o ponto mais sensível da imensa falta que você faz.
(António Carlos Mattos)
Saudade são águas passadas que se acumulam em nossos corações, inundam nossos pensamentos, transbordam por nossos olhos, deslizam em gotículas de lembranças que por fim, morrem na realidade de nossos lábios.
(Anónimo)
Bom fim de semana.
amigos...
que a chama da saudade converta um dia em solo fertil os terrenos que a dor deixou por arar.
Quando isso acontecer talvez voltem a nascer papoilas em todos os corações
quinta-feira, maio 01, 2008
A cor da vida
O azul do oceano à beira da praia.
O branco da neve das montanhas altas
O rosáceo vermelho das papoilas vermelhas
O amarelo dos campos a pedir primaveras
O castanho das folhas a despedirem-se do verão
O negro dos céus pejados de estrelas
O bege da areia que guardas nos dedos
As conchas cinzentas com que enfeitas castelos
O branco e amarelo dos ovos estrelados
O transparente da água com que molhas os lábios
O voar das joaninhas vermelhas e negras
As crianças que correm no verde dos prados
O branco e o negro das calçadas da rua
Que pisas pé no branco, pé no negro
como se o universo fosse e trilhasses caminhos
Nos quadradinhos do mundo
O vermelho das rosas
e o azul dos jasmins
Flores querubins
Que lembram amores
o laranja da cenoura
que torna belos teus olhos
e que enfeitas o nariz
do boneco de neve
os mil tons vermelhos do pôr-do-sol
João pestana do dia
e o despertar da lua
na viagem do sonho.
O saltar verde e amarelo
Da bola com que rodopio a rodopio
o ronaldo brincava em criança
ensaiando marcar os golos do futuro
as mil cores do arco-íris
que surgem no céu só para te dizer
que a chuva se vai e o sol regressa
para poderes brincar
os salpicos cinzentos da lama
que trazes na roupa
quando brincas a chuva
e pulas nas poças
todas estas são as cores
que podes usar para colorir a vida
ao ritmo dos teus sonhos
porque o amanhã é o futuro
e as cores da vida estão em tudo
para colorir o teu sorriso
para acender o teu olhar
para aquecer o teu abraço
e dar asas ao teu sonhar
porque afinal
mais do que tudo isto
a cor da vida
é a luz da tua alma
menina criança
homem do amanhã
fonte de esperança
de que o mundo tenha cor
porque afinal
es tu
quem aprendiz de feiticeiro
pinta o infinito dos sonhar
porque afinal
a cor da vida
a cor da nossa vida
és tu
domingo, abril 27, 2008
Sobre o Poema
Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo.
Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
— a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
— Embaixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
— E o poema faz-se contra o tempo e a carne
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo.
Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
— a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
— Embaixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
— E o poema faz-se contra o tempo e a carne
quarta-feira, abril 23, 2008
A Vida como Luta entre a Realidade e o Sonho
"Somos um sonho divino que não se condensou, por completo, dentro dos nossos limites materiais. Existe, em nós, um limbo interior; um vago sentimental e original que nos dá a faculdade mitológica de idealizar todas as coisas. (...) Se fôssemos um ser definido, seríamos então um ser perfeito, mas limitado, materializado como as pedras. Seríamos uma estátua divina, mas não poderíamos atingir a Divindade. Seríamos uma obra de arte e não vivente criatura, pois a vida é um excesso, um ímpeto para além, uma força imaterial, indefinida, a alma, a imperfeição.
A vida é uma luta entre os seus aspectos revelados e o limbo em que eles se perdem e ampliam até à suprema distância imaginável; uma luta entre a realidade e o sonho, a Carne e o Verbo.Entre nós, o Verbo não encarnou inteiramente. Somos corpo e alma, verbo encarnado e verbo não encarnado, a matéria e o limbo, o esqueleto de pedra e um fumo que o enconbre e ondula em volta dele, e dança aos ventos da loucura...E aí tendes um pobre tolo sentimental, uma caricatura elegíaca.Neste limbo interior, neste infinito espiritual, vive a lembrança de Deus que alimenta a nossa esperança, e transfigura esse bicho do Demónio, que anda por esses boulevards, vestido à moda ou coberto de farrapos.Ardemos num incêndio de esperança, para que reste de nós uma lembrança, um fumo que sobe e não se apaga.Tudo é memória: um fumo leve, em mil visagens animadas; ou denso, em formas inertes e sombrias; e, ao longe, a grande fogueira invisível que os demónios e os anjos alimentam.Vivo, porque espero. Lembro-me, logo existo."
A vida é uma luta entre os seus aspectos revelados e o limbo em que eles se perdem e ampliam até à suprema distância imaginável; uma luta entre a realidade e o sonho, a Carne e o Verbo.Entre nós, o Verbo não encarnou inteiramente. Somos corpo e alma, verbo encarnado e verbo não encarnado, a matéria e o limbo, o esqueleto de pedra e um fumo que o enconbre e ondula em volta dele, e dança aos ventos da loucura...E aí tendes um pobre tolo sentimental, uma caricatura elegíaca.Neste limbo interior, neste infinito espiritual, vive a lembrança de Deus que alimenta a nossa esperança, e transfigura esse bicho do Demónio, que anda por esses boulevards, vestido à moda ou coberto de farrapos.Ardemos num incêndio de esperança, para que reste de nós uma lembrança, um fumo que sobe e não se apaga.Tudo é memória: um fumo leve, em mil visagens animadas; ou denso, em formas inertes e sombrias; e, ao longe, a grande fogueira invisível que os demónios e os anjos alimentam.Vivo, porque espero. Lembro-me, logo existo."
Teixeira de Pascoaes, in 'O Pobre Tolo'
segunda-feira, abril 14, 2008
as vezes (não queria)
Quero escrever
Sobre o fim dos sonhos
Sobre este vento
Que leva o tormento
Quero escrever
Só para não sentir
Não ter de sorrir…
Só para não esmorecer
Quero navegar
Nas entranhas de mim
Ser um astro louco
Sem querer… querer-te
…Querubim
Quero ser só voz
Da voz abafada
Lembrança que de nós
Possa levar a mágoa
Quero perder
A fonte dos sonhos
E os doces tesouros
Que guardo na alma
Não ter dedos… braços
Não ter alma…
E não ter tanto para dar…
em fúria calma
As vezes queria ser
Papoila ao vento
Laje de cemitério
Escolho de jardim…
Existir sem sentido e sem sentir
Não ser porto nem ver partir
Cansa-me ser sempre cais
e porto dos promontórios dos sorrisos
As vezes queria apenas
Não pensar e não fugir
Não lutar nem me defender
Não ter de sonhar
roubar um beijo
como se fosse
apenas um gesto
e não a alma
Abraçar como se manhã
Não houvesse amanhã
e os braços fossem elos
para sempre…todo o sempre
as vezes quero amar como se respirasse
tocar como se tocasse na aura
beber sonhos .. os meus sonhos todos
como se ao bebe-los os findasse…
as vezes quero…
querer…
só por querer..
como se não doesse
talvez porque sinto
sinto o mundo todo
a areia do tempo
na ampulheta da alma
o sabor de um beijo
qualquer que não dei
ou o dia que chega
e é sempre o mesmo
e queria dar-me
para não pensar que não me dei
sonhar com alguém
só para construir
e poder ser…
poeta
… astro
…grifo
… grito
Personagem com sentido
dos sonhos que sangro no papel
Sobre o fim dos sonhos
Sobre este vento
Que leva o tormento
Quero escrever
Só para não sentir
Não ter de sorrir…
Só para não esmorecer
Quero navegar
Nas entranhas de mim
Ser um astro louco
Sem querer… querer-te
…Querubim
Quero ser só voz
Da voz abafada
Lembrança que de nós
Possa levar a mágoa
Quero perder
A fonte dos sonhos
E os doces tesouros
Que guardo na alma
Não ter dedos… braços
Não ter alma…
E não ter tanto para dar…
em fúria calma
As vezes queria ser
Papoila ao vento
Laje de cemitério
Escolho de jardim…
Existir sem sentido e sem sentir
Não ser porto nem ver partir
Cansa-me ser sempre cais
e porto dos promontórios dos sorrisos
As vezes queria apenas
Não pensar e não fugir
Não lutar nem me defender
Não ter de sonhar
roubar um beijo
como se fosse
apenas um gesto
e não a alma
Abraçar como se manhã
Não houvesse amanhã
e os braços fossem elos
para sempre…todo o sempre
as vezes quero amar como se respirasse
tocar como se tocasse na aura
beber sonhos .. os meus sonhos todos
como se ao bebe-los os findasse…
as vezes quero…
querer…
só por querer..
como se não doesse
talvez porque sinto
sinto o mundo todo
a areia do tempo
na ampulheta da alma
o sabor de um beijo
qualquer que não dei
ou o dia que chega
e é sempre o mesmo
e queria dar-me
para não pensar que não me dei
sonhar com alguém
só para construir
e poder ser…
poeta
… astro
…grifo
… grito
Personagem com sentido
dos sonhos que sangro no papel
domingo, abril 06, 2008
Há sem dúvida.....
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossivel,
Há sem duvida quem não queria nada -
Tres tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possivel,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
Álvaro De Campos (heterónimo de Fernando Pessoa)
Há sem dúvida quem deseje o impossivel,
Há sem duvida quem não queria nada -
Tres tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possivel,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
Álvaro De Campos (heterónimo de Fernando Pessoa)
sexta-feira, abril 04, 2008
quem sou eu
uma amiga tem no blog uma referência a um site em que fazemos um teste sobre a personalidade...
tentei faze-lo e o resultado é o que exponho (desculpem os que não gostam de inglês)..
para o mal ou para o bem não está muito longe da verdade.
tentei faze-lo e o resultado é o que exponho (desculpem os que não gostam de inglês)..
para o mal ou para o bem não está muito longe da verdade.
The Caregiver
You are sympathetic and caring, putting friends and family first.
A creature of habit, you prefer routines and have trouble with change.
You love being in groups - whether you're helping people or working on a project.
You are good at listening, laughing, and bringing out the best in people.
In love, you value harmony and mutual understanding.
You will apologize or give someone the benefit of the doubt, if it means getting over a fight sooner.
At work, you are good at building relationships and connecting with people.
You would make a great nurse, social worker, or teacher.
How you see yourself: Organized, dependable, co-operativeWhen other people don't get you, they see you as: Opinionated, critical, and know-it-all
terça-feira, março 25, 2008

na vida
no vento
no tempo
no sopro
em cada momento
todas as caminhadas estão cheias de voos e quedas
de desaires e vitorias.
o segredo não está em levar vidinhas tranquilas longe desses altos e baixos,
está sim no facto de apreendermos a equilibrar-nos com navegantes de um veleiro exposto as intempéries e assumirmos que mesmo as dores podem ter um sentido qualquer no rumos dos sonhos.
é preciso ter fé nos ventos que nos guiam...
o teu rumo vai levar-te a praias cheias de sorrisos e alegrias.
no vento
no tempo
no sopro
em cada momento
todas as caminhadas estão cheias de voos e quedas
de desaires e vitorias.
o segredo não está em levar vidinhas tranquilas longe desses altos e baixos,
está sim no facto de apreendermos a equilibrar-nos com navegantes de um veleiro exposto as intempéries e assumirmos que mesmo as dores podem ter um sentido qualquer no rumos dos sonhos.
é preciso ter fé nos ventos que nos guiam...
o teu rumo vai levar-te a praias cheias de sorrisos e alegrias.
sábado, março 22, 2008
21 de Março - dia mundial da poesia
Há Poetas
Que São Artistas
E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
Nem se eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao colo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.
in Poemas Inconjuntos Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa)
Que São Artistas
E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
Nem se eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao colo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.
in Poemas Inconjuntos Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa)
sexta-feira, março 14, 2008
Amigo
deixo-vos um magnifico poema de Alexandre O´neill com votos de um bom fim de semana.
Porque ter um amigo é tudo...
o sonho...
a vida
Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
Porque ter um amigo é tudo...
o sonho...
a vida
Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
domingo, março 09, 2008
as minhas desculpas
ontem foi dia da mulher e como tive um probleman no blog não pude postar nada..
agora fica aqui o reparo
porque ser mulher é ser autentica
ser torrente de sonhos
e imensa como o mar...
é não temer nos braços as tempestades
e acreditar no próprio ser
e é ser vida
agora fica aqui o reparo
porque ser mulher é ser autentica
ser torrente de sonhos
e imensa como o mar...
é não temer nos braços as tempestades
e acreditar no próprio ser
e é ser vida
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Durmo ou não?
Durmo ou não?
Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.
Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.
Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?
Fernando Pessoa
Simplesmente porque tantas vezes me sinto assim.
boa semana
Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.
Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.
Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?
Fernando Pessoa
Simplesmente porque tantas vezes me sinto assim.
boa semana
terça-feira, fevereiro 19, 2008
eu poema
Se eu hoje fosse
poema de mim próprio
seria um astro louco
um navegante sem porto
seria etereo vinho
nuns labios quaisquer
beata de cigarro
atiçada pelos ventos
se hoje eu fosse poema
o amor seria estrela
gravada no meu peito
como vulgar seta
e teu nome fonema
que numa inspiração
se fez ode..
e me fez profeta
e cada traço do teu rosto
seria guia
mapa do tesouro
dos meus sonhos
pudesse eu ser doce flor
bailar no teu sorriso
e aprender como as crianças
a inventar o amanhã
e cada pedaço de pele
que escrevo letra a letra
mais do que um poema seria grito
mais do que sopro encanto
e todo eu...todo o meu canto
seriam aves em bando a voar
na formação de um coração
para pertinho de ti.
poema de mim próprio
seria um astro louco
um navegante sem porto
seria etereo vinho
nuns labios quaisquer
beata de cigarro
atiçada pelos ventos
se hoje eu fosse poema
o amor seria estrela
gravada no meu peito
como vulgar seta
e teu nome fonema
que numa inspiração
se fez ode..
e me fez profeta
e cada traço do teu rosto
seria guia
mapa do tesouro
dos meus sonhos
pudesse eu ser doce flor
bailar no teu sorriso
e aprender como as crianças
a inventar o amanhã
e cada pedaço de pele
que escrevo letra a letra
mais do que um poema seria grito
mais do que sopro encanto
e todo eu...todo o meu canto
seriam aves em bando a voar
na formação de um coração
para pertinho de ti.
domingo, fevereiro 17, 2008
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